Agenda

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO CARACOL N°24

Revista Caracol

Tema: Políticas de/para minorias linguísticas no âmbito hispânico

O espanhol é uma língua que se sobrepõe, em termos sociopolíticos, a muitas outras. A consolidação do seu status como língua oficial e depois hegemônica na Espanha, bem como sua expansão colonial pelo continente americano e por partes da África e da Ásia, provocou, como inevitável consequência, a minorização de muitas comunidades linguísticas nesses territórios. Por baixo das cifras multimilionárias de falantes de espanhol no mundo, que lançam periodicamente os relatórios demolinguísticos elaborados por agências de difusão e promoção internacional da língua, se encontra uma realidade linguística e cultural extremamente diversa, em que um número considerável de membros de comunidades linguísticas em situação minoritária são falantes de espanhol como L2.

A gestão do multilinguismo no âmbito hispânico está marcada, também, por enormes diferenças: do reconhecimento oficial e promoção do uso dessas línguas, por um lado, ao completo descaso e descompromisso do Estado, por outro. Por sua vez, as políticas orientadas ao reconhecimento de línguas minorizadas não raramente esbarram em conflitos identitários e culturais mais amplos, em situações de polarização socioeconômica e até mesmo em polêmicas políticas sobre a organização territorial do Estado.

Este número da Revista Caracol pretende reunir trabalhos que analisem situações sociolinguísticas particulares de minorias linguístico-culturais no âmbito hispânico, em lugares em que o espanhol é língua hegemônica, assim como políticas linguísticas em relação a elas: tanto do ponto de vista da política linguística oficial, quanto das reivindicações e do ativismo linguístico dos grupos sociais de defesa da língua. Também serão aceitas reflexões teóricas sobre políticas de/para minorias e sobre multilinguismo, orientadas preferencialmente ao espaço político do espanhol.

Sem pretender esgotar todas as possibilidades, sugerem-se contribuições de pesquisas realizadas sobre os seguintes temas:

  • Situações sociolinguísticas de contato/conflito linguístico em espaços em que o espanhol é língua hegemônica: âmbitos de uso, funções sociais, número de falantes, transmissão intergeracional etc.
  • Políticas de oficialização e reconhecimento e planos de promoção de uso de línguas em situação minoritária: legislação, aplicação dos princípios de personalidade e de territorialidade, direitos linguísticos.
  • Políticas educacionais bi/multilíngues em relação às comunidades minorizadas: modelos linguístico-educativos, elaboração de material didático, formação de professores/as etc.
  • Políticas normativas de línguas minorizadas em contato com o espanhol: agentes e instâncias de padronização, conflitos normativos, modelos padronizadores.
  • Atitudes linguísticas em situações de minorização linguística: preconceito linguístico, purismo linguístico, avaliação sociolinguística dos usos etc.
  • Mudança linguística, mudança social e mudança cultural nos processos de retenção/promoção/abandono das línguas indígenas.
  • Processos de miscigenação linguística entre “língua dominante” / “língua(s) subalterna(s)” e as reações puristas.
  • Tradição / inovação, autenticação / modernização nos movimentos de resistência e promoção das línguas minorizadas. 
  • As línguas minorizadas nas novas tecnologias e nos novos meios de comunicação e de produção cultural
  • Meio natural, vias de comunicação, urbanismo: ecologia das línguas ameaçadas.

Prazo para envio de trabalhos: 30 de novembro de 2021 [a edição será publicada no segundo semestre de 2022]. Para mais informações sobre as normas de publicação e sobre o envio de contribuições: http://www.revistas.usp.br/caracol/about/submissions#onlineSubmissions.

Organização: Xoán Carlos Lagares (Universidade Federal Fluminense, Brasil) e Henrique Monteagudo (Universidade de Santiago de Compostela, Galiza).

CARACOL (http://www.revistas.usp.br/caracol/) é uma publicação on-line semestral da Área de Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Tem como objetivo publicar colaborações inéditas em espanhol ou em português, resenhas e eventualmente textos raros de interesse para o debate acadêmico dentro das quatro disciplinas da Área: Literatura Espanhola, Literatura Hispano-americana, Língua Espanhola e Tradução.

REVISTA CARACOL (ISSN 2178-1702), número 24

Tema: Políticas de/para minorías lingüísticas en el ámbito hispánico.

El español es una lengua que se superpone, en términos sociopolíticos, a muchas otras. La consolidación de su estatus como lengua oficial y después hegemónica en España, así como su expansión colonial por el continente americano y por partes de África y Asia, provocó, como inevitable consecuencia, la minorización de muchas comunidades lingüísticas en esos territorios. Por debajo de las cifras multimillonarias de hablantes de español en el mundo, que lanzan periódicamente los informes demolingüísticos elaborados por agencias de difusión y promoción internacional de la lengua, se encuentra una realidad lingüística y cultural extremadamente diversa, en el que un número considerable de miembros de comunidades lingüísticas en situación minoritaria son hablantes de español como L2.

La gestión del multilingüismo en el ámbito hispánico está marcada, también, por enormes diferencias: desde el reconocimiento oficial y la promoción del uso de esas lenguas, por un lado, hasta la completa desconsideración y falta de compromiso del Estado, por el otro. A su vez, las políticas orientadas hacia el reconocimiento de lenguas minorizadas suelen chocar con conflictos identitarios y culturales más amplios, en situaciones de polarización socioeconómica e incluso en polémicas políticas sobre la organización territorial del Estado.

Este número de la Revista Caracol pretende reunir trabajos que analicen situaciones sociolingüísticas particulares de minorías lingüístico-culturales en el ámbito hispánico, en lugares en los que el español es la lengua hegemónica, así como políticas lingüísticas relacionadas a ellas: tanto desde el punto de vista de la política lingüística oficial, como de las reivindicaciones y el activismo lingüístico de los grupos sociales de defensa de la lengua. También se aceptarán reflexiones teóricas sobre políticas de/para minorías y sobre multilingüismo, orientadas preferentemente al espacio político del español.

Sin pretender agotar todas las posibilidades, se sugieren contribuciones de investigaciones sobre los siguientes temas:

  • Situaciones sociolingüísticas de contacto/conflicto lingüístico en espacios en los que el español es la lengua hegemónica: ámbitos de uso, funciones sociales, número de hablantes, transmisión intergeneracional, etc.
  • Políticas de oficialización y reconocimiento y planes de promoción de uso de lenguas en situación minoritaria: legislación, aplicación de los principios de personalidad y de territorialidad, derechos lingüísticos.
  • Políticas educativas bi/multilingües en relación con las comunidades minorizadas: modelos lingüístico-educativos, elaboración de material didáctico, formación de profesores/as, etc.
  • Políticas normativas de lenguas minorizadas en contacto con el español: agentes e instancias de estandarización, conflictos normativos, modelos estandarizadores.
  • Actitudes lingüísticas en situación de minorización lingüística: prejuicios lingüísticos, purismo lingüístico, evaluación sociolingüística de los usos, etc.
  • Cambio lingüístico, cambio social y cambio cultural en los procesos de retención/promoción/abandono de lenguas indígenas.
  • Procesos de miscigenación lingüística entre la “lengua dominante” y la(s) “lengua(s) subalterna(s)” y las reacciones puristas.
  • Tradición/innovación, autenticación/modernización en los movimientos de resistencia y promoción de las lenguas minorizadas.
  • Las lenguas minorizadas en las nuevas tecnologías y en los nuevos medios de comunicación y de producción cultural.
  • Medio natural, vías de comunicación, urbanismo: ecologías de las lenguas amenazadas.

Plazo para el envío de los trabajos: 30 de noviembre de 2021 [la edición será publicada en el segundo semestre de 2022]. Para más informaciones sobre las normas de publicación y sobre el envío de contribuciones:

http://www.revistas.usp.br/caracol/about/submissions#onlineSubmissions

Organización: Xoán Carlos Lagares (Universidade Federal Fluminense) y Henrique Monteagudo (Universidade de Santiago de Compostela, Galiza).

CARACOL (http://www.revistas.usp.br/caracol/) es una publicación en línea semestral del Área de Lengua Española y Literaturas Española e Hispanoamericana del Departamento de Letras Modernas de la Facultad de Filosofía, Letras y Ciencias Humanas de la Universidade de São Paulo. Tiene como objetivo publicar colaboraciones inéditas en español o en portugués, reseñas y eventualmente textos raros de interés para el debate académico dentro de las cuatro disciplinas del Área: Literatura Española, Literatura Hispanoamericana, Lengua Española y Traducción.

REVISTA CARACOL (ISSN 2178-1702), número 24

Tema: Políticas de/para minorías lingüísticas no ámbito hispánico.

O español é unha lingua que se sobrepón, en termos sociopolíticos, a moitas outras. A consolidación do seu status como lingua oficial e despois hexemónica na España, así como a súa expansión colonial polo continente americano e por parte da África e da Asia, provocou, como inevitábel consecuencia, a minorización de moitas comunidades lingüísticas neses territorios.

Por debaixo das cifras multimillonarias de falantes de español no mundo, que lanzan periodicamente os informes demolingüísticos elaborados por axencias de difusión e promoción internacional da lingua, encóntrase unha realidade lingüística e cultural extremadamente diversa, na cal un número considerábel de membros de comunidades lingüísticas en situación minoritaria son falantes de español como L2.

A xestión do multilingüismo no ámbito hispánico está marcada, tamén, por enormes diferenzas: do recoñecemento oficial e promoción do uso desas linguas, por unha banda, á completa indiferenza e falta de compromiso do Estado, por outra. Pola súa vez, as políticas orientadas ao recoñecemento de linguas minorizadas adoitan topar con conflitos identitarios e culturais máis amplos, con situacións de polarización socioeconómica e até mesmo con polémicas políticas sobre a organización territorial do Estado.

Este número da Revista Caracol pretende reunir traballos que analicen situacións sociolingüísticas particulares de minorías lingüístico-culturais no ámbito hispánico, en lugares en que o español é lingua hexemónica, así como políticas lingüísticas relacionadas con elas: tanto do punto de vista da política lingüística oficial, como das reivindicacións e do activismo lingüístico dos grupos sociais de defensa da lingua. Tamén serán recibidas reflexións teóricas sobre políticas de/para minorías e sobre multilingüismo, orientadas preferentemente ao espazo político do español.

Sen pretender esgotar todas as posibilidades, suxírense contribucións de investigacións realizadas sobre os seguintes temas:

  • Situacións sociolingüísticas de contacto/conflito lingüístico en espazos nos cales o español é lingua hexemónica: ámbitos de uso, funcións sociais, número de falantes, transmisión interxeracional, etc.
  • Políticas de oficialización e recoñecemento e plans de promoción de uso de linguas en situación minoritaria: lexislación, aplicación dos principios de personalidade e de territorialidade, dereitos lingüísticos.
  • Políticas educativas bi/multilingües en relación coas comunidades minorizadas: modelos linguístico-educativo, elaboración de material didáctico, formación de profesores/as, etc.
  • Políticas normativas de linguas minorizadas en contacto co español: axentes e instancias de estandarización, conflitos normativos, modelos estandarizadores.
  • Actitudes lingüísticas en situacións de minorización lingüística: prexuízos lingüísticos, purismo lingüístico, avaliación sociolingüística dos usos, etc.
  • Mudanza lingüística, mudanza social e mudanza cultural nos procesos de retención/promoción/abandono das linguas indíxenas.
  • Procesos de miscixenación lingüística entre “lingua dominante”/ “lingua(s) subalterna(s) e as reaccións puristas.
  • Tradición/innovación, autenticación/modernización nos movementos de resistencia e promoción das linguas minorizadas.
  • As linguas minorizadas nas novas tecnoloxías e nos novos medios de comunicación e de produción cultural.
  • Medio natural, vías de comunicación, urbanismo: ecoloxías das linguas ameazadas.

Prazo para envío dos traballos: 30 de novembro de 2021 (a edición será publicada no segundo semestre de 2022). Para máis informacións sobre as normas de publicación e sobre o envío de contribucións: http://www.revistas.usp.br/caracol/about/submissions#onlineSubmissions

Organización: Xoán Carlos Lagares (Universidade Federal Fluminense, Brasil) e Henrique Monteagudo (Universidade de Santiago de Compostela, Galiza).

CARACOL (http://www.revistas.usp.br/caracol/) é unha publicación on-line semestral da Área de Lingua Española e Literaturas Española e Hispano-americana do Departamento de Letras Modernas da Facultade de Filosofía, Letras e Ciencias Humanas da Universidade de São Paulo. Ten como obxectivo publicar colaboracións inéditas en español ou en portugués, recensións e eventualmente textos raros de interese para o debate académico dentro das catro disciplinas da Área: Literatura Española, Literatura Hispano-americana, Lingua Española e Tradución.

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